Mecanismo de Anticítera
O relato
Um computador analógico tão avançado que só poderia ter vindo de uma civilização perdida ou de visitantes das estrelas.
O que a investigação apurou
Construído por gregos com base em dados astronômicos babilônicos. Previa eclipses, fases da Lua e o calendário olímpico com dezenas de engrenagens de bronze.
A história
Na Páscoa de 1900, mergulhadores de esponjas da ilha de Symi se abrigaram de uma tempestade perto de Anticítera, entre Creta e o Peloponeso. No fundo do mar, a cerca de 45 metros, acharam um navio romano naufragado por volta de 70 a 60 a.C., carregado de estátuas, joias e cerâmicas.
Entre os objetos resgatados veio um bloco de bronze e madeira que ninguém valorizou. Em 1902, o arqueólogo Valerios Stais notou nele uma roda dentada. Décadas de estudo, e tomografias feitas a partir de 2005, revelaram pelo menos 30 engrenagens e milhares de letras gregas gravadas.
O aparelho, do tamanho de uma caixa de sapatos, mostrava a posição do Sol e da Lua, as fases lunares, previa eclipses e marcava o calendário dos Jogos Olímpicos. Nada tão complexo aparece de novo por mais de mil anos. Quem o construiu, e por que nenhum outro sobreviveu, continua sem resposta.