As fotos da Barra da Tijuca
O relato
Dois jornalistas fotografaram um disco voador sobre a Barra da Tijuca, numa sequência publicada pela revista O Cruzeiro.
O que a investigação apurou
Analistas apontaram sombras incompatíveis entre o disco e a paisagem, e a maioria dos pesquisadores considera as fotos uma montagem.
A história
Em maio de 1952, o repórter João Martins e o fotógrafo Ed Keffel, da revista O Cruzeiro, disseram ter visto um objeto em forma de disco passar sobre a Barra da Tijuca, então uma região quase deserta do Rio. Keffel fez uma sequência de fotos que a revista publicou com grande destaque, numa época em que os discos voadores eram assunto em todo o mundo.
As imagens chegaram a ser examinadas por militares brasileiros e circularam fora do país. Com o tempo, porém, estudiosos notaram que a luz que ilumina o disco vem de uma direção diferente da que ilumina árvores e morros na mesma cena, sinal de montagem ou de um objeto pequeno lançado perto da câmera. Os autores nunca admitiram farsa, mas hoje o caso é lembrado mais como peça do jornalismo sensacionalista da época do que como prova.