O chupa-chupa no Maranhão
O relato
Luzes desciam do céu sobre pescadores e lavradores e sugavam o sangue das vítimas, deixando marcas na pele.
O que a investigação apurou
O pânico foi real e registrado pela imprensa. Investigadores apontam histeria coletiva, astros e meteoros confundidos com naves.
A história
Antes da Operação Prato, no Pará, o medo do chupa-chupa já corria a Baixada Maranhense. Em abril de 1977, jornais do Maranhão noticiaram o relato de pescadores atacados por uma luz quando navegavam. Nos meses seguintes, moradores da região de Pinheiro e de outras cidades do oeste do estado contaram que luzes desciam do céu, causavam fraqueza e deixavam marcas no corpo.
O pavor levou famílias a passar a noite em grupos, com fogueiras e rojões. Os relatos se espalharam até o litoral paraense e ajudaram a motivar a investigação da Aeronáutica. Pesquisadores que estudaram o episódio lembram que parte das luzes pode ter sido estrelas, planetas, meteoros e aviões, amplificados pelo medo e pelo boato. O que causou as marcas relatadas nunca foi esclarecido.