Os Dogon e Sirius B
O relato
O povo Dogon saberia que Sirius tem uma estrela companheira invisível a olho nu, conhecimento dado por seres anfíbios vindos de lá.
O que a investigação apurou
Os relatos vêm dos antropólogos franceses Marcel Griaule e Germaine Dieterlen. Pesquisa posterior de Walter van Beek não encontrou esse saber entre os Dogon, e há suspeita de influência externa.
A história
Os Dogon vivem nas falésias de Bandiagara, no Mali, na África Ocidental. Nos anos 1930 e 1940, os antropólogos franceses Marcel Griaule e Germaine Dieterlen conviveram com eles e publicaram que seus sacerdotes conheciam uma estrela companheira de Sírius, pequena, pesadíssima e invisível a olho nu.
Essa estrela existe: é Sírius B, uma anã branca fotografada pela primeira vez em 1970. Em 1976, o escritor Robert Temple lançou "O Mistério de Sírius", defendendo que os Dogon teriam recebido esse saber de seres anfíbios vindos daquele sistema estelar.
Anos depois, o antropólogo holandês Walter van Beek conviveu por anos com os Dogon e não encontrou ninguém que conhecesse a tal estrela. Uma das explicações é que o conhecimento tenha chegado por contato com europeus, já que Sírius B era notícia desde o século XIX, ou que tenha surgido da própria interpretação dos pesquisadores.