A inscrição da Pedra da Gávea
O relato
Marcas na rocha seriam letras fenícias contando que um rei de Tiro foi enterrado ali, e o perfil da montanha seria um rosto esculpido.
O que a investigação apurou
Geólogos atribuem as marcas e o "rosto" à erosão natural da rocha. Nunca se encontrou nenhum vestígio fenício no local.
A história
A Pedra da Gávea, com cerca de 840 metros, é uma das montanhas mais famosas do Rio de Janeiro. De certo ângulo, seu topo lembra um rosto. Numa das encostas há sulcos que, para alguns, formam letras antigas.
Em 1839, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro chegou a estudar as marcas. No século XX, um pesquisador amador afirmou tê-las traduzido do fenício como a homenagem a um rei de Tiro. A ideia de que navegadores fenícios chegaram ao Brasil antes de Cabral ganhou fãs. Os geólogos explicam as marcas pela erosão do gnaisse ao longo de milhões de anos, e não há nenhum achado arqueológico fenício no país.