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Antiguidade · Brasil

Os rostos de pedra do Rio Negro

Comprovado Manaus, Amazonas · Reapareceram na seca de outubro de 2023

Gravuras rupestres de até 2 mil anos são reveladas pela seca no Rio AmazonasEstadão

O relato

A seca revelou rostos misteriosos esculpidos na pedra, que só aparecem quando o rio quase desaparece.

O que a investigação apurou

São itacoatiaras, gravuras feitas por povos indígenas há cerca de mil a dois mil anos, segundo arqueólogos.

A história

Em outubro de 2023, durante uma das piores secas já registradas na Amazônia, o nível do Rio Negro em Manaus caiu tanto que expôs as rochas do sítio arqueológico da Ponta das Lajes. Nelas apareceram dezenas de gravuras, muitas em forma de rostos humanos, além de marcas de polimento de ferramentas. As imagens correram o mundo e atraíram curiosos ao local.

Essas gravuras em pedra, chamadas de itacoatiaras, já eram conhecidas por arqueólogos, mas raramente ficam visíveis. Pesquisadores estimam que tenham sido feitas entre mil e dois mil anos atrás por povos que viviam na região. O Iphan acompanhou o sítio para evitar danos. O verdadeiro mistério é quem eram esses artistas e o que os rostos significavam para eles.

Assista aqui mesmo

Seca em Manaus faz reaparecer gravuras rupestres milenaresAmazônia Real

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