LGM-1: os "homenzinhos verdes" de Jocelyn Bell
O relato
Um sinal de rádio regular demais para ser natural seria um farol de outra civilização.
O que a investigação apurou
Era o primeiro pulsar conhecido, uma estrela de nêutrons girando e varrendo o espaço com feixes de rádio.
A história
Em 1967, a estudante de doutorado Jocelyn Bell analisava quilômetros de papel impresso por um radiotelescópio montado com estacas e fios nos arredores de Cambridge. No meio do ruído, ela notou uma marca estranha: pulsos que se repetiam com precisão de relógio, a cada pouco mais de um segundo. Nada conhecido no céu se comportava assim.
A equipe chegou a batizar a fonte de LGM-1, sigla em inglês para "homenzinhos verdes", meio de brincadeira, meio a sério. Quando Bell encontrou um segundo sinal parecido em outra parte do céu, a hipótese alienígena perdeu força: seria improvável duas civilizações transmitindo do mesmo jeito. A explicação veio logo depois. Eram pulsares, restos de estrelas que colapsaram e giram muito rápido. A descoberta rendeu o Nobel de 1974, entregue ao orientador Antony Hewish e a Martin Ryle, e não a ela, o que gera polêmica até hoje.
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