Rajada de Lorimer e as rajadas rápidas de rádio
O relato
Clarões de rádio de milissegundos vindos de outras galáxias seriam sinais de tecnologia alienígena.
O que a investigação apurou
São fenômenos naturais extremos, e os magnetares, estrelas de nêutrons ultramagnéticas, são os principais suspeitos.
A história
Em 2007, o astrônomo Duncan Lorimer e seu aluno David Narkevic revisavam dados antigos do radiotelescópio de Parkes, na Austrália, quando encontraram um clarão de rádio fortíssimo, com duração de poucos milissegundos. Gravado em 2001, ele parecia vir de muito além da nossa galáxia. Era algo nunca visto.
A comunidade desconfiou. Por anos, sinais parecidos em Parkes foram tratados como interferência, e parte deles foi de fato rastreada até um forno de micro-ondas do próprio observatório. Mas, a partir de 2013, novos clarões foram registrados em outros telescópios, e o fenômeno ganhou nome: rajadas rápidas de rádio. Hoje se conhecem milhares delas. Sua origem ainda não está fechada, mas em 2020 um magnetar dentro da Via Láctea emitiu um pulso semelhante, reforçando a explicação natural.
Assista aqui mesmo
Casos da mesma região
- Os gêiseres de Encélado2005 · Encélado, lua de Saturno
- O enigma do metano em Marte2004 · Atmosfera de Marte e cratera Gale
- SHGb02+14a, o sinal do SETI@home2003 · Radiotelescópio de Arecibo, Porto Rico / Entre Peixes e Áries
- Ratos, portas e rostos nas pedras de Marte2012 · Superfície de Marte, imagens dos rovers