Dexter, Hillsdale e o "gás do pântano"
O relato
Em duas noites seguidas, moradores e estudantes de Michigan viram luzes pairando sobre pântanos, e a explicação oficial virou piada nacional.
O que a investigação apurou
O astrônomo J. Allen Hynek sugeriu gás de pântano em combustão como explicação possível; a repercussão ajudou a criar o Comitê Condon.
A história
Em 20 de março de 1966, o fazendeiro Frank Mannor e sua família, perto de Dexter, em Michigan, relataram luzes coloridas sobre um pântano próximo de casa, e policiais chamados ao local também viram luzes. Na noite seguinte, dezenas de estudantes da Hillsdale College, a cerca de cem quilômetros dali, descreveram um objeto luminoso se movendo sobre um terreno alagado perto do campus.
Enviado pela Força Aérea, o astrônomo J. Allen Hynek disse numa entrevista coletiva que parte dos relatos poderia ser gás de pântano em combustão espontânea. A frase foi ridicularizada pela imprensa, e o deputado Gerald Ford, de Michigan, pediu audiências no Congresso. A pressão levou a Força Aérea a contratar o estudo da Universidade do Colorado, o Comitê Condon. Hynek depois disse que a explicação foi mal compreendida.