Monte Roraima, o mundo perdido
O relato
A montanha seria o tronco de uma árvore mítica cortada por Makunaimã, e hoje há quem fale em portais e luzes no topo.
O que a investigação apurou
O monte é um tepui de rochas com mais de um bilhão de anos, moldado pela erosão. Não há registro científico de fenômenos anômalos.
A história
O Monte Roraima é uma montanha de topo plano na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Para os povos indígenas da região, como os Macuxi e os Pemón, ele é sagrado: a tradição conta que ali havia uma grande árvore com todos os frutos do mundo, derrubada por Makunaimã, e que o monte é o que restou dela. O cenário isolado inspirou Arthur Conan Doyle a escrever O Mundo Perdido, em 1912.
Nas últimas décadas, turistas e grupos místicos passaram a associar o topo a energias, portais e luzes. Geólogos explicam que o monte é um tepui de arenito muito antigo, isolado pela erosão, com plantas e animais que só existem ali. É um lugar de verdade extraordinário, sem necessidade de explicações extraterrestres.