Linhas de Nazca
O relato
Desenhos gigantes visíveis só do alto seriam pistas de pouso ou sinais para naves.
O que a investigação apurou
Feitos pela cultura Nazca removendo pedras da superfície. Provavelmente caminhos rituais ligados à água. Em 2024, a IA ajudou a achar 303 novas figuras.
A história
No deserto de Nazca, no sul do Peru, centenas de desenhos gigantes cobrem o chão: linhas retas de quilômetros, triângulos, espirais e figuras de animais, como um beija-flor, um macaco e uma aranha. Do chão quase nada se vê. Do alto, tudo aparece.
Eles foram feitos pela cultura Nazca, entre cerca de 500 a.C. e 500 d.C., retirando as pedras escuras da superfície para mostrar o solo claro. Sem chuva, os traços resistiram por 2 mil anos. Em 1968, Erich von Däniken popularizou a ideia de que seriam pistas para naves, e uma figura de olhos grandes ganhou o apelido de "astronauta".
A matemática Maria Reiche passou 40 anos estudando e protegendo as linhas. Hoje a hipótese mais aceita fala em caminhos rituais ligados à água. Em 2024, com ajuda de inteligência artificial, pesquisadores japoneses encontraram 303 novas figuras.