As cabeças colossais olmecas
O relato
Rostos de pedra gigantes, com traços que alguns comparam aos africanos, provariam contatos transoceânicos ou visitantes de outra origem.
O que a investigação apurou
São retratos de governantes da cultura olmeca, a mais antiga grande civilização da Mesoamérica. Os traços correspondem aos povos da própria região.
A história
Nas planícies do Golfo do México, entre Veracruz e Tabasco, foram encontradas 17 cabeças gigantes de basalto, algumas com cerca de 3 metros de altura e dezenas de toneladas. A primeira apareceu em 1862, e outras surgiram ao longo do século XX.
Todas usam uma espécie de capacete e têm feições únicas, como se fossem retratos. A pedra veio das montanhas de Tuxtla, a dezenas de quilômetros. Teorias falam em africanos chegando à América ou em seres de outro mundo. Os arqueólogos veem nelas os governantes olmecas, de uma civilização que floresceu a partir de 1200 a.C. e influenciou maias e astecas. O enigma real é como moveram tanta pedra sem rodas nem animais de carga.