O "astronauta" de Palenque
O relato
A tampa do sarcófago do rei Pakal mostraria um astronauta pilotando uma nave, com as mãos nos controles.
O que a investigação apurou
Para os especialistas em escrita maia, a cena mostra o rei entre a morte e o renascimento, caindo no submundo junto à Árvore do Mundo, com símbolos do milho.
A história
Em 1952, o arqueólogo Alberto Ruz Lhuillier descobriu, no fundo do Templo das Inscrições, em Palenque, a tumba de K'inich Janaab' Pakal, rei maia que governou de 615 até sua morte, em 683. O sarcófago era coberto por uma tampa de pedra de cerca de 7 toneladas, toda esculpida.
Em 1968, Erich von Däniken popularizou a leitura de que a cena mostraria um astronauta numa nave, com chamas saindo da parte de trás. Os estudiosos da iconografia maia leem outra coisa: Pakal aparece no momento da morte, entre as mandíbulas do submundo e a Árvore do Mundo, uma imagem de renascimento comum na arte maia. A tampa é uma obra-prima. O "astronauta" depende de olhar a pedra de lado.