Ratos, portas e rostos nas pedras de Marte
O relato
As fotos dos rovers mostrariam animais, portas e esculturas, provas de vida ou de uma civilização antiga em Marte.
O que a investigação apurou
É pareidolia, a tendência do cérebro de enxergar formas familiares em padrões aleatórios de rochas, luz e sombra.
A história
Desde que o rover Curiosity pousou em Marte, em 2012, a NASA publica milhares de fotos brutas na internet. Isso criou um passatempo popular: caçar formas estranhas nas imagens. Logo nas primeiras semanas, uma pedra foi apontada como um rato marciano. Depois vieram supostos lagartos, ossos, colheres, rostos e, em 2022, uma fenda retangular que viralizou como uma porta escavada numa rocha.
Os geólogos explicam cada caso com processos conhecidos, como erosão pelo vento, fraturas naturais nas rochas e o jogo de luz e sombra. O fenômeno por trás da empolgação tem nome: pareidolia, a tendência do cérebro humano de reconhecer rostos e figuras familiares em padrões aleatórios. A tal porta, por exemplo, tinha menos de meio metro e era uma rachadura comum. Em milhares de fotos, coincidências assim são inevitáveis.