Operação Prato
O relato
Luzes chamadas de "chupa-chupa" atacavam moradores, e a FAB registrou objetos que não conseguiu explicar.
O que a investigação apurou
A operação existiu e seus documentos estão no Arquivo Nacional. Céticos apontam histeria coletiva e fenômenos naturais.
A história
Em 1977, moradores da ilha de Colares, no Pará, começaram a relatar luzes que desciam do céu à noite e lançavam feixes sobre as pessoas. Quem era atingido falava em fraqueza, tontura e marcas na pele. O fenômeno ganhou o apelido de "chupa-chupa", e famílias inteiras passaram a dormir juntas, com fogueiras acesas.
Entre setembro e dezembro daquele ano, a Força Aérea Brasileira enviou uma equipe de Belém, liderada pelo capitão Uyrangê Hollanda, para investigar. A Operação Prato fez vigílias, entrevistou moradores e reuniu relatórios, desenhos e fotografias de luzes e objetos que não conseguiu identificar.
Em 1997, já coronel da reserva, Hollanda deu uma entrevista contando o que viu e morreu poucos meses depois. Os documentos da operação hoje estão no Arquivo Nacional. Céticos apontam medo coletivo e fenômenos naturais, mas ninguém sabe dizer com certeza o que brilhava sobre Colares.