Ratanabá, a cidade que nunca existiu
O relato
Sob a floresta existiria a capital de uma civilização de 450 milhões de anos, com túneis e pirâmides escondidas.
O que a investigação apurou
Não há nenhuma evidência arqueológica. Há 450 milhões de anos não havia sequer vertebrados em terra firme, quanto mais cidades.
A história
Em junho de 2022, publicações nas redes sociais espalharam a história de Ratanabá, uma suposta cidade perdida sob a Amazônia que teria sido a capital do mundo há 450 milhões de anos. A narrativa vinha do grupo Dakila Pesquisas, de Mato Grosso, e falava em estruturas gigantes, túneis e riquezas escondidas. Imagens de outros lugares e montagens circularam como se fossem provas.
Arqueólogos, geólogos e paleontólogos desmentiram a história. Na data proposta, a vida mal tinha saído dos oceanos e a Amazônia como conhecemos não existia. Nenhum sítio, objeto ou estudo publicado sustenta a ideia. O que a Amazônia guarda de fato são vestígios reais de povos indígenas antigos, como aldeias planejadas e terra preta, descobertos com métodos científicos e muito mais interessantes do que a lenda.