As luzes do ônibus espacial STS-48
O relato
Uma câmera da NASA teria flagrado naves mudando de rumo depois de um clarão, como se fugissem de um disparo.
O que a investigação apurou
A explicação mais aceita fala de partículas de gelo e detritos iluminados pelo Sol, empurrados pelo disparo dos propulsores da nave.
A história
Em setembro de 1991, uma câmera do ônibus espacial Discovery, na missão STS-48, registrou pontos brilhantes flutuando acima do horizonte da Terra. Em certo momento, há um clarão, e vários desses pontos parecem mudar de direção bruscamente, um deles acelerando para longe. O trecho virou um clássico da ufologia.
Alguns analistas defenderam que os objetos estavam distantes e se moviam de forma inteligente. A explicação mais aceita é bem mais prosaica. Naves em órbita soltam constantemente pequenas partículas de gelo e detritos, que brilham quando atingidas pela luz do Sol. O clarão coincidiria com o acionamento de um propulsor de controle de atitude, cujo jato empurra essas partículas próximas e muda sua trajetória. Sem referência de distância, fragmentos minúsculos e próximos parecem objetos grandes e longínquos.