Os astronautas de Tassili n'Ajjer
O relato
Figuras de cabeça redonda pintadas no Saara seriam astronautas com capacetes vistos por povos pré-históricos.
O que a investigação apurou
Arqueólogos interpretam as figuras como pessoas com máscaras, pintura corporal ou seres de rituais locais.
A história
O planalto de Tassili n'Ajjer, no sul da Argélia, guarda milhares de pinturas e gravuras rupestres feitas quando o Saara era verde, com rios e animais de savana. Entre as mais antigas estão as chamadas "cabeças redondas", figuras humanas com cabeças grandes e lisas. O explorador francês Henri Lhote, que documentou o lugar nos anos 1950, apelidou uma delas de "grande deus marciano".
O apelido virou argumento para quem defende a teoria dos antigos astronautas, que vê capacetes e trajes espaciais nas pinturas. Os arqueólogos discordam: as figuras combinam com máscaras rituais, adornos e pintura corporal, temas comuns na arte de povos caçadores e pastores. O sítio é patrimônio mundial da Unesco, valorizado como um dos maiores registros da vida pré-histórica na África.